Como disse antes:
Não sou escritora.
Sou apenas uma ávida leitora que ama o terror.
Perdi as contas quantas coletaneas nacionais já comprei. Sempre gostei do que lia salvo raras exceções mas sempre guardei minha opinião pra mim ou para os meus amigos próximos.
Perdi as contas quantas coletaneas nacionais já comprei. Sempre gostei do que lia salvo raras exceções mas sempre guardei minha opinião pra mim ou para os meus amigos próximos.
Mas nunca tinha sentido tanta vontade de escrever por causa de um livro que tivesse lido - euzinha, uma simples leitora que nunca teve pretensões de escrever nada que fosse mais complexo do que uma playlist ou uma lista de compras.
Vontade naum eh bem a palavra. Necessidade. Necessidade de falar, de escrever, de compartilhar com o vento tudo aquilo que senti ao ler o livro. Tô sabendo que minha opinião não é nada diante de um oceano de leitores, fãs, críticos, blogeiros e outros escritores. Whatever! Eu tenho que tirar isso do meu peito. Naum sei se eh TPM (Tensão Pré Matrimônio)... Whatever²! Eu vou escrever sobre Arquivos do Mal.
Outra coisa q queria deixar claro. Naum conheço pessoalmente nenhum dos autores desta coletânea... talvez tenha uns no meu Face, mas naum tenho motivos pessoais nenhum pra basear o que estou escrevendo aqui. Ok?
Naum levem minha opinião tãaaaao a sério... voces escitores desse livro devem ter um monte de followers no insta, face, snapchat e outros... e sou soh a esquisita que se meteu a resenhar conto por conto. Fechou?
Naum levem minha opinião tãaaaao a sério... voces escitores desse livro devem ter um monte de followers no insta, face, snapchat e outros... e sou soh a esquisita que se meteu a resenhar conto por conto. Fechou?
Achei esse livro por obra do divino acaso. Vi que iam lançar uma coletânea dessas de arrepiar aí fiquei acompanhando. Quando ela saiu... Sabe qdo tu tens dinheiro sobrando na carteira e dá de cara com um livro que parece te chamar. Foi isso aí. A capa eh linda demais. E apesar de não curtir Sampa - me mudei de lah qdo entrei na facul - o que li do livro me cativou.
Pelas ruas escuras de uma cidade que nunca dorme, algo caminha invisível. Nos locais históricos que compõem uma metrópole, algo se esconde inquieto. Por trás das janelas sem luz de construções conhecidas, algo – ou alguém – observa.
Entre contos e casos, os espíritos e demônios transitam pelas avenidas de São Paulo, junto dos passantes, misturando-se aos viventes. Suas histórias, terríveis, perduram e viajam no sopro da noite e forçam a cidade a nunca se esquecer de quem foram, ou talvez de quem ainda são: apenas almas perdidas, torturadas pelo inferno, tendo o mapa turístico de uma selva de pedra como único registro de onde, um dia, costumavam passar.
Quando o terror e a loucura se misturam com a realidade, somente os arquivos das tenebrosas histórias poderão revelar ao mundo os fatos como ocorreram, e não como foram imaginados. Uma investigação que busca respostas, mas que no fim chegará a apenas uma assombrosa conclusão: seja em um velho teatro, em um antigo cemitério ou em uma praça que um dia fora palco de execuções, o mal existe, e está à espreita de qualquer um que ouse desafiá-lo.
O conto foi organizado pela Glau Kemp e por Soraya Abuchaim, duas damas poderosas do horror nacional.
O conto já começa com o prefácio do grande. E por aí já mexeu comigo. Quando terminei de ler, tive aquela impressão... sabe qual? Não? Aquela... já ouvi isso em algum lugar. Não sei se foi de propósito ou uma coincidência. Mas acho que foi só impressão minha...
E olha que naum leio prefácios....
Aí começa o livro. E começa bem.
A responsável pelo IPAP tem pouco tempo para resolver os casos que sua equipe investiga e ainda tem que dar conta do filho possuído.
Gostei muito. Glau Kemp conseguiu incomodar com a história dela. Tipo, o conto é over the top total...
Mas daí...
A responsável pelo IPAP tem pouco tempo para resolver os casos que sua equipe investiga e ainda tem que dar conta do filho possuído.
Gostei muito. Glau Kemp conseguiu incomodar com a história dela. Tipo, o conto é over the top total...
Mas daí...
Espreitados pelo Mal - Evelyn Santana
Cenário : Joelma
Uma legista investiga crimes que zoam com sua cabeça e acaba perseguida por um ser maléfico, provavelmente o causador dessas mortes... a ideia naum eh ruim. O problema nesse é que a autora tentou meter um plot twist daqueles típico de M. Night Shyaliman... só que ... Deixa eu explicar. A protagonista - a legista - na verdade era uma escrota que causou a morte de uma amiga "inocente"... da mesma forma, todos os que foram mortos pela tal entidade eram pessoas más.
Quando li o flashback que mostra Bárbara cometendo o crime, minha reação foi... sim, e daí? Tipo, ela não era a mocinha, não despertou nenhum tipo de simpatia, era um personagem raso como uma tampa de cerveja cheia de água...
Sem contar que tem até cenas que parecem hot nessa bagaça. Parei e fui ver a capa pra ver se não tinha pegado o livro errado.
Eu fui ate ler a biografia da autora. Ia pegar leve por que achei que era uma escritora iniciante... mas a autora tem 23 anos e publicou seu primeiro livro aos 16... What? É isso mesmo, produção? Esse tempo todo de estrada e não avançou... tá fazendo algo errado, miga...
Respirei fundo... muitas antologias as vezes deixam o melhor pro final. Resolvi fazer valer meus 40 reais investidos e voltei a ler.
O Homem de Cócoras - Marcelo Milici
Cenário : Joelma
Um rapaz marca encontro com uma moça pela internet. ela curte essas paradas de sobrenatural, ele não, mas espera que o passeio termine com pelo menos uns beijinhos. Não termina.
Eu ainda não sei se o autor dese estava tentando ser engraçado, mas algumas partes me deixaram com essa impressão. Assim, ele tentou falar de um passeio ao Joelma com consequências funestas, mas também colocou uma situação onde a tal assomração do homem de cocoras aparece em um sonho(?!) para o protagonista.
Outro coisa. Personagens inconsistentes e com reações no minimo comicas. A menina quer conhecer o local assombrado e qdo vê fantasmas fica gritando e apontando. O garoto é o cara mais cagão de São Paulo, tenta fugir das situações que envolvem fantasmas mas no meio da história fala que ficou vendo um vídeo no youtube que falava sobre uma assombração... Se decide!
Pra lacrar de vez: esse autor já publicou livro e é especialista em horror gótico... como assim? Oi? Será que ele estava com preguiça de escrever aqui?
Teto de Isopor - Renata Maggesi
Cenário: Joelma
Aqui começou a melhorar. A ideia da autora foi boa, mas ficou meio fixada num ponto só: A assombração se ocupava em bagunçar arquivos de uma secretária recém contratada. MAs a imagem do teto de isopor queimado foi muito boa.
Aliás, esse é um ponto que eu acho, como leitora, que enfraqueceu a trama. Narração em primeira pessoa. Acho que o resultado seria muito melhor se fosse em terceira. Por que acho isso? Well, muito antes da grande revelação, o plot twist digno de Shyaliman 2, já deu pra perceber os dois personagens que interagiam com a protagonista eram... espíritos...
Renata Maggesi tem um potencial do cacete pra ser uma puta de uma escritora. Esse foi o primeiro conto dela. Vou adorar ler mais coisas dela.
Boneco de Pano - Wel Almeida
Cenário: Joelma
Acho que na esteira da Anabelle, esse aqui tentou evocar o medo de bonecos. Não funcionou.
Começa com um personagem mal definido que já morre de cara. Depois uma investigadora do oculto se envolve e... Não funcionou. Não criou tensão, nem medo.
Quando você tem um conto e gasta mais do que uma página falando sobre um personagem não mate o poor bastard só porque acha que vai ficar bom. Se fizer isso, apresente uma outra protagonista que dê conta do recado, naum uma velha reclamona e com medo.
Esse aqui ainda tem um plus-ruim: o conto se encerra com o fragmento de uma "reportagem" que parece ter sido escrita por um garoto de 6 anos fingindo que era repórter...
Well, vi que eh a sua primeira publicação. Parabéns. Mas melhora isso, man.
Treze Almas - A.C. Nunes
Cenário: Joelma
Esse aqui tem uma ideia legal. Um investigador de polícia se ocupa de diversos crimes que ocorreram no elevador do Joelma.
Nunes podia ter feito um trabalho de pesquisa melhor sobre hierarquia policial. Assim não ficaria chamando o cara que auxilia o investigador de "subalterno" toda hora. Subalterno é um termo generico usado para indicar pessoas que ocupam uma posição hierarquicamente inferiora... o sargente é subalterno do tenente... o coronel é subalterno do general... o cabo é subalterno do sargento... o investigador é subalterno do delegado... e por aí vai.
Outra ponto: segunda história em que um personagem encontra alguem que, na verdade, era um fantasma.... búuuuuu..... já está começando a ficar repetitivo.
Falando em repetitivo... Esse é o quinto conto no Joelma... Tomara que não demore muito pra mudarem de cenário...
Prima Donna - C.B. Kaihatsu
Quando um autor quer contar uma história não linear, ele tem de ter muita técnica ou o leitor fica perdido. Eu fiquei perdida e estou acostumada a ler histórias desse tipo. A autora alternou presente e passado - e até futuro - para contar uma história de vingança.
Muitos personagens, uma pesquisadora chefe que não parece uma pessoa de verdade... soca a mesa quando está empolgada com a investigação... parece personagem de novela mexicana. Outra coisa que ficou ruim foi a mudança na motivação. Uma hora a investigadora esta muito empenhada em provar a existência da tal assombração/maldição e limpar o nome do pai que morreu desacreditado a ponto de arriscar a vida de pessoas. Aí alguém fala "mas é perigoso" e ela muda de ideia. Just like that!
Sexo e Vísceras - Bruno Godoi
Esse aqui se destaca. A narração é tão irregular que se me disserem que o Godoi escreveu algumas partes Uma vigilante/segurança tem uma noite dos infernos relembrando seu passado e enfrentado monstros no presente. O autor até se saiu melhor em alternar presente e passado, mas a narradora não convenceu. Plot Twist Shmalyanianiano desse aqui: ela era louca e os monstros era pessoas que ela matou. Não dá pra engolir nem com Nuttella.
A ideia da ópera Sangue e Vísceras, que seria baseada na Máscara da Morte Rubra do grande Poe, daria um conto mais interessante... Pena que no fim das contas foi só um nome usado para chamar atenção. Shame on you!
Desculpe, bebê. Vi sua foto e você é gato, mas esse conto merece o troféu Talita Rebouças do Terror. Eu já li outros seus, mas terror naum eh seu forte.
Almas Perdidas - José David
Outra história sore vingança além do túmulo.
Outra bomba.
Outra bomba.
Um trecho pra vcs entenderem
"um ruído de lobo era ouvido. O mesmo ruído do animal se assustava quando um vulto negro se aproximava da mulher e lhe disparava um tiro certeiro em seu coração."
Agora diz... culpa da revisão ou do autor? Até agora não entendi esse trecho.
Outra:
"Em meio a uma coletiva de imprensa o casal revela a verdadeira história da atriz, mas acabam sendo zoados, já que as palavras escritas no diário sumiram magicamente..."
Zoados. Zoados. Zoados? ... Zoados. ZOADOS? ZOADOS? ZOADOS? ZOAAAADOSS!!!!!!!!!!!
Vou parar por aqui. Mas volto com mais na próxima.
E vou começar pelo primeiro conto bom que encontrei nessa bagaça.
Tão bom que naum mereceu Palmas, mereceu Tocantins.
Vou parar por aqui. Mas volto com mais na próxima.
E vou começar pelo primeiro conto bom que encontrei nessa bagaça.
Tão bom que naum mereceu Palmas, mereceu Tocantins.


era melhor ter ido ver o Pelé
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